segunda-feira, julho 4, 2022
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OPINIÃO: ex-secretário de Saúde abandonou população para ter regalias do cargo de deputado federal, se eleito nas Eleições de 2022

O ex-secretário de Saúde da Paraíba, o médico Geraldo Medeiros, abandonou a população do estado ao deixar a pasta para concorrer às Eleições de 2022 como deputado federal.

Mesmo que ele tenha um poder aquisitivo que é comum à toda classe médica, o fato é que, historicamente, profissionais de saúde sempre estiveram ligados a cargos políticos na Paraíba.

Foi assim com Antônio Carneiro Arnaud, médico aposentado que foi prefeito de João Pessoa entre 1986 e 1989; e também com Paulo Soares Loureiro, ex-deputado e médico pediatra famoso na capital paraibana.

Atualmente, um exemplo bem salutar é o do atual ministro da Saúde, do Governo Federal, Marcelo Queiroga, que é médico e paraibano. Ele é cotado para ser candidato ao Senado nas Eleições deste ano.

O filho de Queiroga, inclusive, também planeja tentar uma das vagas da Paraíba na Câmara dos Deputados. Antônio Cristóvão Neto só tem 22 anos e se filiou ao PL, o mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro. Ele é estudante de medicina.

Ainda podemos mencionar o prefeito de Pedras de Fogo, Manoel Júnior (MDB); o deputado federal Dr. Damião (PDT); e o prefeito de Santa Rita, na Grande João Pessoa, Emerson Panta (Progressistas). Os três são médicos.

Há uma tendência na Paraíba de que médicos têm que entrar na vida política. O fato é que, do ponto de vista legal, não há problemas, mas o “cuidar da saúde” acaba se tornando uma estratégia para se obter poder, dinheiro e regalias.

Já dizia o filósofo italiano Nicolau Maquiavel: “Dê o poder ao homem e descobrirá quem ele realmente é”.

Não basta ganhar alto salários em detrimento de todas as outras categorias trabalhistas do país, ainda precisa dar um golpe baixo naqueles que mais precisam, como se cada paciente fosse um eleitor. É a velha política do “toma lá, dá cá”.

Esquecem que, pública ou privada, a consulta é paga com o dinheiro do povo. Falta reconhecer que médico é, como muitos outros, funcionários da população.

E não há problema em ser político. Entretanto, se aproveitar da fragilidade das pessoas e de uma questão tão delicada que é a saúde, para se promover e crescer em cima disso, isso sim é vergonhoso.

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