segunda-feira, maio 16, 2022
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Bolsonaro não vai vacinar filha e diz esperar que Judiciário não interfira

De férias no litoral de Santa Catarina, em São Francisco do Sul, onde vai passar o Réveillon, o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou, nesta segunda-feira (27), a decisão de não vacinar a filha Laura, que tem 11 anos. Anteriormente, o presidente havia dito que, antes de tomar uma decisão, a questão seria discutida com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Nesta segunda, no entanto, o presidente confirmou que Laura não será vacinada. “Espero que não haja interferência do Judiciário, porque a minha filha não vai se vacinar, deixar bem claro”, afirmou, referindo-se ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O presidente havia sido questionado sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas alvo de hesitação e críticas por parte do Executivo. O próprio ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a pasta iria autorizar a vacinação, mas mediante prescrição médica e termo de consentimento livre esclarecido, medidas que podem atrapalhar uma campanha ampla.

Nesta segunda, no entanto, o Ministério da Saúde informou que a vacinação de crianças contra a Covid-19 pode começar ainda em janeiro de 2022.

A única vacina a ser aplicada em crianças é desenvolvida pela Pfizer. Bolsonaro afirmou que em 5 de janeiro Queiroga deve anunciar como será a vacinação de crianças. A questão passa por consulta pública. Bolsonaro afirmou que a própria nota da Pfizer diz que a cada um milhão de crianças dessa faixa, uma faleceu, e que em torno de 179 tem chance de contrair uma doença cardíaca.

“A vacina da criança é muito incipiente ainda, o mundo ainda tem muita dúvida. A decisão passa, obviamente, pelo Ministério da Saúde e após consulta pública vai se manifestar no dia 5 de janeiro”, afirmou.

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