sexta-feira, agosto 19, 2022
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Em 8 anos, quase 3 milhões de trabalhadores ficam sem carteira assinada e mercado enfrenta crise no Brasil

O número de trabalhadores com carteira assinada diminuiu em 2,8 milhões, entre 2014 e 2022, em todo o Brasil. Por outro lado, a informalidade abraçou 6,3 milhões de brasileiros. Os levantamento foi feito pela LCA Consultores, a partir de dados do IBGE.

O último crescimento relacionado ao trabalho formal foi registrado em 2014, quando 43% do total de trabalhadores tinham carteira assinada. No primeiro trimestre de 2022, esse número estava em 38,1%.

Em dados mais precisos, são 36,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada atualmente no Brasil. Em 2014, eram 39,1 milhões, considerando os três primeiros meses do ano.

Crescimento da informalidade

A categoria que mais ganhou participação no mercado de trabalho foi a de trabalhadores por conta própria. Ao todo, são 26,5%. Sem carteira assinada, são 12,8%.

As duas categorias somam 39,3% do total de brasileiros no mercado de trabalho. Isso representa mais do que o contigente com carteira assinada.

O que marca, no entanto, a atual conjuntura da empregabilidade no Brasil, é o chamado ’empreendedorismo de necessidade’, desencadeado pela desvalorização do real e dos baixos salários oferecidos pelas empresas, que se baseiam no salário mínimo de R$ 1.212.

Para se ter uma ideia, dados do Ministério do Trabalho e da Previdência Social, revelam que a maioria das vagas com carteira assinada criadas no país oferecem uma remuneração de até 2 salários minímos.

No mês de março, o salário médio de admissão foi de R$ 1.872,07. Já a renda média do trabalhador foi de R$ 2.467, em março. O que significa uma queda de 8,7% em relação a 2021.

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